domingo, 17 de agosto de 2008

Voce sabe dizer as coisas

Como você diz as coisas?

Você sabe falar? Não estou interessado em saber se você pe capaz de subir num palanque e fazer um discurso. O que quero saber é se, na sua vida, você fala “conscientemente”, ou seja, tendo sempre em mente o fato de que qualquer coisa que você diga tem o poder de afetar – positiva ou negativamente – todos os que o ouvem.

Conta-se que um monge estava caminhando no jardim do mosteiro durante um período de meditação. Encontrou outro monge, que estava fumando enquanto caminhava vagarosamente pelo pátio.

- Você obteve permissão para fumar durante a meditação? – perguntou o primeiro monge.
- Sim, obtive.
- Mas eu perguntei se poderia fumar durante a meditação, e não me permitiram.
- Você não se expressou apropriadamente. Você perguntou se poderia fumar durante a meditação. Eu perguntei se poderia meditar enquanto estivesse a fumar.

A maneira como você diz as coisas é tão importante quanto o que você diz – às vezes, mais. (...) Todo cuidado é pouco quando você começa a falar. Pare e pense, por um momento, na importância das palavras.

(...)

As palavras sempre chegam carregadas de energia. E é por isto que são tão perigosas: porque a energia das palavras é poderosa, mas pode ser “negativa” ou “positiva”. Esta idéia é importante na vida etária, porque é você quem usa as palavras, aqui e agora, para comunicar idéias.

Mas é importante, também na vida diária, porque você se expressa pelas palavras. É como faca de dois gumes e – pior! – sem cabo. Depende, ao mesmo tempo, de como você diz e o que você quer dizer. Por sorte, sendo você o primeiro a falar, você ainda conserva o poder de dar o “tom” da conversa. De qualquer modo, em qualquer caso, para dizer seja lá o que for, há uma regra que não falha nunca: “pense muito antes de falar!” Há outra de que eu me lembro agora: “nunca deixe de dizer alguma coisa que, na sua opinião, possa fazer muita diferença”.

Não sei da tua crença, mas peço a Deus para tornar suas palavras graciosas e ternas, pois talvez você precise engoli-las!

Não há prazer maior que a sensação de dizer ao fim do dia: “tive um bom dia, vivi, pensei e falei com a firme intenção de fazer o bem”.
Texto adaptado do livro Insight I, de Daniel Carvalho Luz.Adquira os livros deste autor clicando aqui.

Nenhum comentário: